Após garantir vaga na semifinal da Copa do Mundo com uma vitória de 3 a 1 sobre a Suíça em Kansas City, a seleção argentina se prepara para um confronto de peso. A partida que reeditará a histórica rivalidade entre Argentina e Inglaterra, quatro décadas após o icônico embate de 1986, tem sido o foco das atenções. No entanto, o técnico Lionel Scaloni buscou minimizar a carga emotiva do duelo, enfatizando que se trata meramente de uma disputa esportiva.
O histórico confronto e o discurso de Scaloni
“É só futebol”: a visão do treinador
Em coletiva de imprensa, Scaloni foi categórico ao descrever o próximo desafio. “É só uma partida de futebol, não é? A mensagem é que será uma partida de futebol. Não busquemos outras coisas, é só uma partida de futebol”, declarou o treinador. Ele fez questão de ressaltar seu respeito pelo adversário, afirmando: “Vamos jogar contra uma grande seleção, que tem um grande treinador, a quem respeito e admiro muito. É uma partida de futebol, ponto. Não é mais do que isso”. Scaloni também fez um apelo aos torcedores para que desfrutem do momento com responsabilidade, destacando a importância de estar em uma semifinal do Mundial.
Ecos de 1986 e 1998
A memória do confronto entre Argentina e Inglaterra é profundamente marcada por eventos passados. O jogo mais célebre ocorreu em 22 de junho de 1986, nas quartas de final da Copa do Mundo no Estádio Azteca. Naquela ocasião, Diego Armando Maradona marcou dois gols lendários: o primeiro, conhecido como “La Mano de Dios”, e o segundo, considerado o “gol do século”, uma arrancada individual espetacular. Para os argentinos, esses gols ganharam um significado de revanche simbólica, contextualizados pela Guerra das Malvinas, encerrada apenas quatro anos antes. Posteriormente, as equipes se reencontraram nas oitavas de final da Copa de 1998, quando a Argentina novamente levou a melhor nos pênaltis, após um empate por 2 a 2 e uma polêmica expulsão de David Beckham.
Celebração e a chama da rivalidade
Apesar do discurso pacificador de Scaloni, a paixão da rivalidade se manifestou entre os jogadores. Após o triunfo contra a Suíça, o elenco argentino celebrou a classificação entoando, junto com parte da torcida, o tradicional canto “quem não pula é um inglês”. Este cântico, popular em arquibancadas de clubes e da seleção argentina, mostra que, para os atletas e os fãs, o caráter histórico e simbólico do duelo com a Inglaterra permanece vibrante, independentemente das declarações oficiais.
Detalhes da semifinal
A aguardada partida que decidirá uma vaga na grande final do torneio acontecerá na próxima quarta-feira, 15 de novembro, às 16h (horário de Brasília). O palco do confronto será o moderno Mercedes-Benz Stadium, localizado em Atlanta, nos Estados Unidos, prometendo um espetáculo de alto nível para os amantes do futebol mundial.
Perguntas frequentes
Qual a importância histórica do confronto entre Argentina e Inglaterra? A rivalidade é marcada por eventos como a Guerra das Malvinas e jogos icônicos na Copa do Mundo, como o de 1986 com os gols de Maradona.
Onde e quando será a semifinal entre Argentina e Inglaterra? A partida está marcada para a próxima quarta-feira, 15, às 16h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
Qual foi a reação dos jogadores argentinos após a classificação? Após a vitória sobre a Suíça, os jogadores comemoraram com a torcida cantando “quem não pula é um inglês”, um canto tradicional que provoca os rivais.
O que Lionel Scaloni disse sobre a rivalidade? Scaloni minimizou a rivalidade, afirmando que “é só uma partida de futebol” e pedindo que os torcedores aproveitem o jogo de forma responsável.
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Fonte: https://placar.com