O Corinthians inicia sua jornada em busca de uma vaga nas quartas de final da Copa Libertadores, enfrentando um adversário de peso: o Rosario Central. A equipe argentina chega às oitavas de final com um impressionante histórico de invencibilidade em seu estádio, o Gigante de Arroyito, e uma das defesas mais consistentes da competição. Liderado pelo experiente Ángel Di María, campeão mundial com a Argentina, o Rosario Central promete ser um desafio tático e físico para o clube paulista, que busca avançar na principal disputa continental.
A muralha defensiva e a estratégia de posse
Sob o comando de Jorge Almirón, o Rosario Central tem demonstrado uma notável consistência defensiva na Libertadores. Na fase de grupos, o time sofreu apenas um gol em seis partidas, chegando a ser a única equipe sem ser vazada após as quatro rodadas iniciais. A solidez defensiva é construída sobre o goleiro Jeremías Ledesma, os laterais Emanuel Coronel e Agustín Sández, e os zagueiros Ignacio Ovando e Gastón Ávila. Essa estrutura robusta permite à equipe controlar o ritmo do jogo.
O controle pelo meio-campo
Apesar da eficiência defensiva, os números revelam que o Rosario Central é uma equipe que prefere controlar as ações com a posse de bola. Na fase de grupos, a média de posse de bola superou os 57%, com um impressionante aproveitamento de 84% nos passes. O time também busca finalizar cerca de 15 vezes por partida, evidenciando uma abordagem proativa. No meio-campo, Vicente Pizarro se destaca pela boa saída de bola, enquanto Franco Ibarra atua como um “guardião” defensivo, fortalecendo o setor.
A influência de Ángel Di María
Grande parte da construção ofensiva do Rosario Central passa pelos pés de Ángel Di María. Aos 38 anos, o campeão mundial já não atua como um ponta de velocidade, mas sim como um meia com liberdade total no esquema 4-2-3-1 de Almirón. Di María, que também se desloca para a esquerda, resgata características de seu auge ao realizar saídas pela direita. Em cinco jogos na competição continental, o camisa 11 rosarino já marcou dois gols e é uma presença confirmada para o duelo decisivo.
Maestro veterano em nova função
Apesar de não ter contabilizado assistências diretas na atual edição da Libertadores, Di María ostenta uma métrica de 1,83 assistências esperadas (xA), indicando que, com maior precisão de seus companheiros, seus números individuais seriam ainda mais expressivos. Sua média de 2,4 passes para finalização por partida também sublinha sua capacidade de criar oportunidades. Ele divide a responsabilidade ofensiva com outros atletas de bom nível, mostrando que a equipe se recuperou de um período de resultados negativos entre abril e maio.
Outros talentos e ajustes ofensivos
Além de Di María, o Rosario Central conta com o colombiano Jaminton Campaz, o jogador mais explosivo da equipe, conhecido por seu bom drible e progressão ofensiva pelo lado esquerdo. No entanto, o atacante vive um momento incerto sobre sua permanência no clube. Na janela de transferências, o centroavante Alejo Véliz deixou a equipe para acertar com o Bahia, abrindo espaço para a chegada de Enzo Copetti. A equipe marcou nove gols em seis jogos na Libertadores e 40 em 31 partidas oficiais na temporada, sem apresentar um ataque avassalador, mas sim eficiente.
O Gigante de Arroyito: um desafio em casa
O fator casa é um dos maiores trunfos do Rosario Central. O estádio Gigante de Arroyito tem se mostrado uma verdadeira fortaleza para a equipe argentina. Em 16 partidas disputadas como mandante em 2024, o clube venceu dez vezes, empatou quatro e sofreu apenas duas derrotas. Nesse período, foram 24 gols marcados e somente dez sofridos diante de sua torcida, demonstrando a dificuldade imposta aos adversários. A invencibilidade atual em Arroyito se estende por 11 jogos, aproximando-se da marca de seis meses sem perder, o que adiciona uma camada extra de desafio para o Corinthians.
Perspectivas para o confronto
O Rosario Central se apresenta como um adversário complexo para o Corinthians. Sua solidez defensiva, aliada à capacidade de controlar o jogo pela posse de bola e à genialidade de Di María, o torna um oponente a ser respeitado. A recuperação recente da equipe, com duas vitórias consecutivas e quatro jogos de invencibilidade geral, demonstra que o time chega em boa forma para as oitavas de final. O embate no Gigante de Arroyito, com sua histórica invencibilidade, será crucial para definir as chances do Corinthians de avançar na competição.
FAQ
Di María jogará contra o Corinthians?
Sim, Ángel Di María, campeão mundial pela Argentina e principal nome do elenco do Rosario Central, é presença confirmada no duelo contra o Corinthians.
Qual é o ponto forte do Rosario Central na Libertadores?
O principal ponto forte é sua sólida defesa, que sofreu apenas um gol na fase de grupos, e a invencibilidade em seu estádio, o Gigante de Arroyito.
Qual o estilo de jogo do Rosario Central?
A equipe gosta de controlar o jogo com a posse de bola, tendo uma média superior a 57% na fase de grupos, e mantém uma alta precisão nos passes, focando na construção e solidez defensiva.
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Fonte: https://placar.com