A polêmica envolvendo a escalação do zagueiro Marcos Rojo pelo Estudiantes na semifinal da Libertadores contra o Flamengo dificilmente resultará na perda da vaga argentina na grande final. Essa é a leitura predominante na imprensa esportiva sul-americana, especialmente na Argentina, neste cenário de intensa disputa jurídica. O ponto central para a defesa do Estudiantes reside em uma medida cautelar emitida pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), que validou a participação do jogador no confronto decisivo que selou o destino da equipe na competição continental.
A controvérsia sobre Marcos Rojo e a disputa pela vaga
Após um empate sem gols nos dois jogos da semifinal, o Estudiantes garantiu sua classificação para a final da Libertadores ao vencer o Flamengo por 3 a 2 na disputa de pênaltis, realizada na quinta-feira (22). Marcos Rojo, que atuou como titular e foi substituído no segundo tempo, tornou-se o pivô de uma reclamação formal do clube carioca. Um dia após a partida, o Flamengo solicitou à Conmebol a vitória por 3 a 0 no jogo de volta, baseando-se no artigo 19 do Código Disciplinar da entidade, que prevê a perda da partida em caso de infração ou negligência por parte de uma equipe.
A defesa do Estudiantes amparada pela Corte Arbitral do Esporte (CAS)
A sustentação principal da equipe argentina para manter sua posição na final é a liminar concedida pela Corte Arbitral do Esporte (CAS). Anteriormente, a Conmebol havia rejeitado a inscrição de Rojo, alegando que a lesão do uruguaio Gabriel Neves não atendia aos critérios para uma substituição na lista de jogadores. Contudo, o Estudiantes recorreu ao CAS, que, às vésperas do jogo de volta, concedeu a cautelar e determinou a inclusão do defensor na Lista de Boa Fé. Diante disso, o clube de La Plata argumenta ter apenas cumprido uma ordem de um tribunal superior, agindo de boa-fé.
O precedente do caso Carlos Sánchez
O Flamengo citou o caso de Carlos Sánchez, de 2018, como um precedente, mas especialistas apontam uma diferença crucial. Naquela ocasião, o Santos escalou um jogador suspenso sem qualquer tipo de autorização, o que levou a Conmebol a aplicar a derrota por 3 a 0 contra o Independiente. No cenário de Marcos Rojo, a existência de uma medida cautelar do CAS confere legitimidade à participação do atleta, distinguindo-o do caso anterior e enfraquecendo a analogia rubro-negra.
A argumentação do Flamengo e suas expectativas
Pelo lado flamenguista, a diretoria sustenta que a própria medida cautelar atribuía ao Estudiantes a responsabilidade pela escalação do jogador. Além disso, a negativa inicial da Conmebol em aceitar a inscrição de Rojo seria um ponto a favor do pedido carioca. O clube também argumenta que era fundamental apresentar o protesto dentro do prazo de 24 horas após a partida para garantir o direito de rediscutir o tema, buscando a via jurídica para defender seus interesses na competição.
Cenários futuros e o destino da final
Mesmo em um cenário desfavorável para o Estudiantes nos tribunais, a análise predominante na Argentina aponta que o clube não perderia sua vaga na final. O pior desfecho seria a exclusão de Marcos Rojo da partida decisiva, mas a Conmebol manteria a equipe argentina na disputa. O Estudiantes planeja esticar os prazos processuais para que qualquer decisão de mérito do CAS seja proferida após a final da Libertadores, agendada para 28 de novembro, em Montevidéu.
Prazos e o julgamento definitivo do CAS
O Estudiantes tem até a próxima segunda-feira (26) para apresentar sua defesa formal. Paralelamente, o CAS já agendou o julgamento do caso para 12 de novembro, 16 dias antes da final. O Flamengo considera enviar uma comitiva à Suíça para acompanhar a sessão, enquanto o Estudiantes trata o recurso com serenidade, afirmando ter cumprido todos os prazos estabelecidos. Até que haja uma resolução definitiva, a medida cautelar permanece em vigor, garantindo a presença de Rojo no elenco para a final contra o Palmeiras.
Perspectivas finais sobre o caso
A controvérsia em torno da elegibilidade de Marcos Rojo adiciona uma camada de tensão à reta final da Copa Libertadores. Enquanto o Flamengo busca reverter o resultado em campo através da esfera jurídica, o Estudiantes se apega à decisão do CAS como um escudo protetor para sua inédita vaga. A expectativa agora se volta para o julgamento na Suíça, que promete um desfecho para essa intrincada disputa legal, pouco antes do aguardado confronto pelo título continental.
Perguntas frequentes
Por que o Estudiantes não corre risco de perder sua vaga na final? Porque o clube obteve uma medida cautelar da Corte Arbitral do Esporte (CAS) que autorizou a escalação de Marcos Rojo, validando sua participação na partida.
Qual é o principal argumento do Flamengo? O Flamengo alega que a responsabilidade pela escalação de Rojo recai sobre o Estudiantes, além de apontar a negativa inicial da Conmebol em inscrever o jogador como prova de irregularidade, baseando-se no Código Disciplinar.
Qual o papel da Corte Arbitral do Esporte (CAS) neste caso? O CAS concedeu a medida cautelar que permitiu a Marcos Rojo jogar. Agora, o tribunal será responsável pelo julgamento final do mérito do caso, que pode ratificar ou reverter a decisão provisória.
Marcos Rojo ainda pode ser afetado pela decisão final? Sim. Caso o CAS considere a inscrição irregular no julgamento de mérito, Rojo poderá ser impedido de participar da final, embora a vaga do Estudiantes na decisão seja considerada segura.
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Fonte: https://colunadofla.com