A discussão sobre a natureza dos campos de futebol no Brasil ganhou destaque após recentes declarações de Neymar, que questionou a classificação de certos gramados. Muitos torcedores e entusiastas do futebol se perguntam se o gramado do Corinthians, na Neo Química Arena, é de fato sintético. Para desfazer essa confusão, é fundamental compreender as distinções entre os diferentes tipos de superfícies de jogo, especialmente o modelo híbrido que caracteriza o campo do Timão. Este tipo de gramado combina o melhor dos dois mundos, oferecendo durabilidade e alta performance.
A natureza do gramado da Neo Química Arena
O campo da Neo Química Arena, casa do Corinthians, é oficialmente classificado como um gramado híbrido. Diferente de uma superfície puramente artificial, sua composição principal é de grama natural do tipo *ryegrass*. O que o torna único é a integração de fibras sintéticas, que são estrategicamente costuradas abaixo da camada vegetal. Essa tecnologia visa reforçar a estrutura do campo, proporcionando maior resistência ao desgaste intenso provocado pela sequência de partidas e treinos.
A tecnologia híbrida em detalhes
No sistema adotado pela arena corintiana, as fibras sintéticas são inseridas alguns centímetros abaixo da superfície, funcionando como uma espécie de ancoragem para o sistema radicular da grama natural. Essa inovação é crucial, pois minimiza a formação de buracos e aumenta a estabilidade do solo, atributos essenciais para a segurança dos atletas e a qualidade do jogo. O gramado da Neo Química Arena é composto por aproximadamente 93% de grama natural e 7% de fibras sintéticas. Em 2025, o sistema passou por uma renovação significativa, que incluiu a remoção completa da superfície antiga, nivelamento da base e a reinserção de novas fibras sintéticas através do processo conhecido como “stitching”, ou costura, complementado no ano seguinte. Para manter a qualidade do *ryegrass*, espécie típica de climas frios e incomum no Brasil, o estádio dispõe de um avançado sistema de resfriamento instalado sob a superfície.
O padrão europeu no campo brasileiro
O modelo de gramado adotado pelo Corinthians reflete uma tendência consolidada nas principais ligas de futebol internacional, especialmente na Europa. O *ryegrass* é a espécie de grama mais comum nesses continentes devido às condições climáticas, e o uso de fibras sintéticas para reforço é uma prática amplamente difundida. Jogadores experientes, como Neymar, que atuou por uma década na Europa, estão acostumados a esse tipo de superfície mista, que oferece um desempenho superior em comparação com campos puramente naturais sem reforço.
Regras e avanços tecnológicos no futebol mundial
A FIFA autoriza o uso de gramados sintéticos em competições oficiais desde 2001, embora confira às confederações e ligas nacionais a autonomia para vetar tais campos. Para receber um selo de qualidade, os pisos sintéticos são rigorosamente testados em laboratórios credenciados, avaliando segurança, amortecimento, durabilidade e composição. Contudo, em seu evento de maior prestígio, a Copa do Mundo, a entidade proíbe campos artificiais, exigindo gramados naturais ou mistos, como será na edição de 2026. Grandes campeonatos europeus, além do reforço híbrido, investem massivamente em sistemas de drenagem, iluminação artificial, ventilação forçada e controle térmico para assegurar a excelência dos gramados naturais.
Esclarecendo a confusão sobre gramados
A distinção entre gramados sintéticos, naturais e híbridos é fundamental para compreender a qualidade e o desempenho dos campos de futebol. Enquanto o gramado sintético é totalmente artificial, e o natural é composto unicamente por vegetação, o híbrido da Neo Química Arena representa uma solução moderna que une a sensação e o desempenho da grama natural com a resistência e estabilidade das fibras sintéticas. Essa abordagem tecnológica garante um campo de jogo de alta performance, alinhado aos padrões dos maiores estádios do mundo, desmistificando a ideia de que o campo do Corinthians seria puramente artificial.
FAQ
O gramado da Neo Química Arena é sintético? Não, o gramado da Neo Química Arena é híbrido, composto majoritariamente por grama natural *ryegrass* com fibras sintéticas costuradas abaixo da superfície para reforço.
Qual a diferença entre gramado sintético e híbrido? Gramados sintéticos são feitos inteiramente de materiais artificiais. Gramados híbridos, como o do Corinthians, são predominantemente naturais (mais de 90%) e contêm uma porcentagem menor de fibras sintéticas para aumentar a durabilidade e estabilidade.
Por que o Corinthians utiliza um sistema de gramado híbrido? O Corinthians adota o sistema híbrido para garantir um campo de alta qualidade e durabilidade, reduzindo a formação de buracos, aumentando a estabilidade e melhorando a resistência ao desgaste, além de alinhar-se aos padrões de grandes estádios europeus.
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Fonte: https://placar.com