A Unidos do Viradouro marcou o Carnaval carioca com um desfile memorável na Marquês de Sapucaí, homenageando o renomado mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, conhecido como Ciça. A escola de Niterói, que se destacou como forte candidata ao título, surpreendeu ao trazer para a avenida um elemento inusitado: a intensa rivalidade entre Flamengo e Vasco. Essa abordagem criativa, parte do enredo “Pra cima, Ciça!”, não apenas enalteceu a trajetória de uma lenda do samba, mas também capturou a atenção do público e da crítica, solidificando sua posição de favorita ao campeonato.
A homenagem a Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça
A Unidos do Viradouro dedicou seu enredo, intitulado “Pra cima, Ciça!”, a uma figura icônica do carnaval: Moacyr da Silva Pinto. Amplamente conhecido como Mestre Ciça, ele é um dos mais respeitados mestres de bateria em atividade, com uma carreira que se entrelaça com a história de diversas agremiações. O desfile se aprofundou na vida e na obra desse profissional do samba, que, apesar de ser um vascaíno fervoroso, teve um papel crucial ao conduzir a bateria que narrou o centenário do Flamengo na Marquês de Sapucaí, em 1995. Essa complexidade de sua trajetória pessoal e profissional ofereceu um rico material para o enredo da Viradouro.
Um enredo que transcende rivalidades
O ponto alto da apresentação que uniu paixões desportivas foi a forma como a Viradouro integrou a dualidade da vida de Ciça. Em uma das alas mais comentadas do desfile, a escola de Niterói representou a lendária rivalidade entre Flamengo e Vasco. Componentes da Viradouro se dividiram, com metade vestindo as cores rubro-negras do Flamengo e a outra metade exibindo o cruzmaltino do Vasco. Essa representação não foi apenas um aceno à paixão nacional pelo futebol, mas uma inteligente metáfora sobre a capacidade do samba de unir e celebrar diferentes identidades, mesmo as mais contrastantes, sob um mesmo pavilhão. A ala se tornou um símbolo da capacidade de conciliação e do respeito mútuo no universo do carnaval.
O desfile que encantou a Sapucaí
A performance da Unidos do Viradouro na Sapucaí foi amplamente elogiada pela crítica especializada e pelo público presente. O enredo, que explorou a vida de Mestre Ciça com sensibilidade e grandiosidade, foi executado com maestria em todos os quesitos. A bateria, os carros alegóricos e as fantasias complementaram a narrativa de forma coesa e impactante. A emoção transmitida pelos componentes e a originalidade da homenagem renderam à escola uma ovação esmagadora ao final de sua apresentação, com gritos uníssonos de “é campeã” ecoando pelas arquibancadas. Tal recepção coloca a Viradouro não apenas como forte concorrente ao título principal, mas também como candidata a prêmios importantes, como o Estandarte de Ouro.
Impacto e reconhecimento imediato
A forma “catártica” como o desfile foi recebido demonstra a conexão profunda que a Viradouro estabeleceu com o público. A celebração de uma figura tão respeitada do samba, aliada à ousadia de explorar temas como a rivalidade clubística de maneira harmoniosa, resultou em um espetáculo que transcendeu a mera competição. O reconhecimento imediato, evidenciado pelos aplausos e pelo entusiasmo generalizado, reforça a percepção de que a escola de Niterói entregou uma das performances mais memoráveis da noite, pavimentando o caminho para um possível e aguardado campeonato no Carnaval do Rio de Janeiro.
O contexto do Flamengo pós-carnaval
Enquanto a rivalidade clubística era celebrada artisticamente na Sapucaí, o Club de Regatas do Flamengo mantinha seu foco nos compromissos esportivos. A equipe rubro-negra, que teve suas cores e símbolos representados no desfile da Viradouro, segue em intensa preparação para o próximo desafio. O Mais Querido tem um confronto importante pela frente, enfrentando o Lanús, da Argentina, no jogo de ida da Recopa Sul-Americana, agendado para a próxima quinta-feira (19) às 21h30 (horário de Brasília). Este evento esportivo de grande relevância mostra a agenda multifacetada do clube, que permeia tanto o universo cultural quanto o competitivo.
Conclusão
A Unidos do Viradouro, ao homenagear Mestre Ciça e incorporar a complexa relação entre Flamengo e Vasco em seu enredo, demonstrou uma maestria artística e narrativa que a solidifica como favorita indiscutível ao título do Carnaval. A escola não apenas cumpriu todos os quesitos técnicos com excelência, mas também entregou uma mensagem de união e celebração da cultura brasileira em suas diversas manifestações. A expectativa agora se volta para a apuração dos resultados, na quarta-feira de cinzas, onde a consagração da Viradouro como grande campeã do Rio de Janeiro é aguardada com grande otimismo por seus componentes e admiradores.
Perguntas frequentes (FAQ)
Qual foi o enredo da Unidos do Viradouro no Carnaval?
O enredo da Viradouro foi “Pra cima, Ciça!”, uma emocionante homenagem ao mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto.
Como a rivalidade entre Flamengo e Vasco foi abordada no desfile?
A rivalidade foi representada em uma ala especial, onde os componentes se dividiram, vestindo uniformes rubro-negros do Flamengo e cruzmaltinos do Vasco, simbolizando a história de Mestre Ciça, que é vascaíno e conduziu um desfile sobre o centenário do Flamengo.
A Viradouro é considerada favorita ao título?
Sim, após o desfile, a Unidos do Viradouro foi aclamada pelo público com gritos de “é campeã” e é amplamente considerada uma das fortes favoritas para conquistar o título do Carnaval carioca.
Quem é Mestre Ciça?
Mestre Ciça, cujo nome é Moacyr da Silva Pinto, é um renomado mestre de bateria do carnaval carioca, com vasta experiência e reconhecido por sua contribuição à cultura do samba.
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Fonte: https://colunadofla.com